quarta-feira, 23 de maio de 2018

Matéria Exclusiva: Nova Fórmula que Reduz Açúcar no sangue e combate mais de 300 doenças.




Já está disponível no Brasil uma nova fórmula que devolve a qualidade de vida para pessoas que sofrem com açúcar alto no sangue.

Sem efeitos colaterais, o suplemento inédito no país já faz sucesso em vários países no mundo, como Canadá e Japão.

Trata-se de uma fórmula desenvolvida com a Moringa Oleífera, conhecida também como Árvore da Vida.

A Moringa é uma planta tropical de origem indiana e africana que por muito tempo foi estudada por cientistas e biólogos que a consideraram um “Milagre da Natureza”! Suas propriedades são incríveis e seus efeitos contra mais de 300 tipos de doenças foram testados e comprovados.

Além disso, essa planta é rica em sais minerais e vitaminas essenciais à saúde humana.

Infelizmente, essa planta não é encontrada facilmente em qualquer lugar... E mesmo quando encontrada, é necessário saber a quantidade e a forma ideal de se ingerir para aproveitar todos os seus benefícios.

Foi pensando nisso, que estudiosos, químicos, cientistas e médicos se reuniram e desenvolveram uma forma de tornar esse “Milagre da Natureza” acessível a todos, concentrando todas essas propriedades no suplemento Max Moringa, em forma de cápsulas.

Problemas que a Moringa Oleífera pode ajudar a combater


Tratamento de Dores articulares, como Artrite, Artrose, etc.

Níveis ​​alto de açúcar no sangue.

Contra Colesterol Alto e Alta Pressão Arterial.

Problemas de má digestão.

Recuperação Músculos e Ossos debilitados.

Recuperação da Visão Afetada.

Combate Problemas Respiratórios, como Asma, Bronquite, Rinite, Sinusite.

Combate contra Obesidade e excesso de peso.

Ajuda a Recuperar da Falta de energia e Resistência do Corpo.

Ciclo Menstrual desregulado e Cólicas menstruais intensas

Contra Problemas Circulatórios

Contra envelhecimento precoce das células (radicais livres)



O sentido da Vida por Enéas

Revolta popular

O Ceará da era Tasso

Inferno se instalou no Ceará

Empresas de pesquisa e publicidade usaram endereço e tiveram irmão e cunhado de Ciro como procuradores




Um grupo de familiares e amigos foi beneficiado com recursos públicos durante a gestão do ex-governador cearense Ciro Gomes (1991-94), apontado como um dos possíveis adversários do presidente Fernando Henrique Cardoso na eleição do próximo ano.

Para ajudar pessoas que haviam trabalhado na campanha eleitoral, foram registradas duas empresas, a agência de publicidade Criação Ilimitada, nascida depois da vitória de Ciro, e a CMK, uma consultoria de marketing, que surgiu dez dias antes da posse, em 5 de março de 91.
As duas funcionavam no mesmo endereço do escritório de Ivo Ferreira Gomes, irmão de Ciro, localizado na rua Santos Dumont, 1343, salas 1101 e 1102, em Fortaleza. 

Segundo levantamento da empresa Nielsen Associados, o governo do Ceará alcançou a quinta colocação no ranking dos maiores gastos de publicidade em 1992, com uma verba de R$ 2 milhões.
A Criação Ilimitada fazia parte do grupo de empresas que teve direito a esses recursos, segundo documentos obtidos pela Folha. Um dos seus sócios, Fernando Augusto da Silva Costa, afirma que a agência mantinha vários contratos com o Estado.

O valor destinado à agência de publicidade, a mais próxima do governo cearense, no entanto, não é divulgado pelos órgãos que possuem a informação.

O TCE (Tribunal de Contas do Estado), cujo presidente, Julio Rego, é ligado politicamente a Ciro Gomes, também não informou sobre o assunto.

A CMK teve como sócio-fundador, em 91, o sociólogo Antonio Lavareda, que hoje presta serviços de assessoria e pesquisa ao governo federal. Ele deixou a firma no final do ano seguinte.
No comando do Ipespe, Lavareda ganhou, sem licitação, um contrato equivalente a US$ 1 milhão, em 1994, para realizar pesquisas da administração estadual.

Procuradores 
As firmas CMK e Criação Ilimitada existiram apenas durante o governo tucano e tiveram como procuradores, com poderes para realizar negócios com o Estado, o próprio Ivo e Einhart Jacome da Paz, cunhado de Ciro (veja cópia dos documentos).

A rede de amizade e laços familiares teve um personagem-chave, segundo apuração feita pela Folha em documentos de cartórios enviados ao TCE (Tribunal de Contas do Estado) do Ceará por deputados estaduais.

Trata-se do contador Francisco José de Mesquita, apontado pelo deputado estadual Carlomano Marques (PMDB) como "laranja" (aquele que apenas cede nome e documentos para negócio de outra pessoa) de Einhart Jacome da Paz e de Ivo Ferreira Gomes.

A suspeita foi levantada por um motivo: Mesquita, que trabalhava com Jacome da Paz no grupo Diana, em São Paulo, passou a ser dono, formalmente, tanto da CMK como da Criação Ilimitada (veja quadro nesta página). 

A direção da Diana confirmou à Folha que Mesquita havia sido funcionário da empresa, de quem já se desligou. No endereço que ele forneceu para os documentos de composição das firmas também não foi localizado em São Paulo.

Público X privado 
"O que é mais grave nessa história é o fato de um irmão e um cunhado do governador agirem como procuradores de empresas com negócios contratados pelo Estado", diz Carlomano Marques. "A suspeita é de que eles fossem os verdadeiros donos."

O caso das empresas de pesquisa e publicidade têm sido lembrados também, segundo apurou a Folha, por novos adversários de Ciro Gomes, os tucanos ligados ao governador Tasso Jereissati.

Eles lembram, com o pedido de que os seus nomes não sejam divulgados, que Ciro deixou dívidas para Jereissati pagar a empresas ligadas a Einhart, o cunhado do ex-governador.



São Paulo, segunda, 20 de outubro de 1997.


Por que a gasolina é tão cara no Brasil?

terça-feira, 22 de maio de 2018

Caminhoneiros voltam a bloquear rodovias pelo País contra aumento nos preços do diesel



O que os caminhoneiros querem é que o governo promova alguma mudança que faça cair os preços do combustível – o pedido é que sejam reduzidos impostos. “Se o nosso transporte é essencial, queremos um preço diferenciado para o diesel no setor de cargas”, disse Diumar Bueno, presidente da Confederação Nacional dos Transportadores Autônomos (não ligados a transportadoras).

Os caminhoneiros reivindicam preço diferenciado para o transporte de cargas e o fim da cobrança de pedágio para o eixo suspenso, além de melhoria no valor do frete. Segundo o presidente da Associação Brasileira dos Caminhoneiros (Abcam), José da Fonseca Lopes, os reajustes constantes do diesel nas refinarias e dos impostos que recaem sobre o combustível tornaram a situação insustentável. “Mesmo com a mobilização marcada, o governo anunciou outro aumento. Há correção quase diária, que dificulta a previsão de custos por parte do transportador.” Segundo ele, os protestos estão sendo pacíficos. “Não apoiamos barricadas, nem depredação de patrimônio público.”

ONU rejeita pedido de Lula para sair da prisão





Genebra – O Comitê de Direitos Humanos daONU rejeitou nesta terça-feira a solicitação da defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para que este órgão ditasse uma medida cautelar a seu favor para evitar que permaneça preso.

“Para que se peça a um Estado que se estabeleçam medidas cautelares se deve demonstrar que este está violando de forma irreparável alguns dos preceitos do Pacto e, se baseando na informação que Lula apresentou ao Comitê, não se demonstrou que estivesse em risco de sofrer um dano irreparável”, disse em declarações à Agência Efe uma das integrantes do Comitê, Sarah Cleveland.

A solicitação dos advogados a este órgão da ONU incluía um pedido para que o governo brasileiro impedisse o ingresso de Lula na prisão até que se esgotassem todos os recursos jurídicos, embora o ex-presidente esteja preso desde o último mês de abril.

Cleveland especificou que, embora o Comitê tenha rejeitado este pedido, Lula pode apresentar outra solicitação de medidas cautelares “se entende que há novos elementos que demonstram que vai sofrer um dano irreparável”.

O Comitê estuda desde 2016 uma denúncia contra o Estado brasileiro por suposta “perseguição judicial” de Lula.

No entanto, perante a iminente entrada na prisão do ex-presidente, seus advogados apresentaram uma solicitação de medidas cautelares, que o Comitê rejeitou, informação que hoje mesmo compartilhou com a defesa do ex-presidente e com o governo brasileiro.

A queixa de fundo continua e Clevaland ressaltou que a rejeição à solicitação “não tem nada a ver” com a ação original de Lula, “que ainda deve ser estudada”.

Cleveland lembrou que, dados os prazos estabelecidos para que todas as partes possam expressar seus argumentos, “está claro que uma decisão final não sairá em 2018”.

As observações do litigante e do processado devem ser comentadas pela parte contrária, em processo que pode repetir-se em várias ocasiões.

O Comitê ainda estudará de forma conjunta se pode admitir para trâmite a queixa (a forma) e os méritos (o fundo) da mesma.

Além de verificar periodicamente que os Estados cumprem com a Convenção de Direitos Humanos da ONU, o Comitê é competente para examinar queixas individuais contra eles, sempre que o Estado denunciado tenha ratificado o primeiro protocolo adicional à Convenção.

As queixas devem estar diretamente relacionadas com a violação por parte do Estado dos direitos e liberdades protegidas pela Convenção.

As decisões do Comitê não são vinculativas e um Estado pode decidir cumpri-las ou ignorá-las, incluindo os pedidos de medidas cautelares.

Lula foi condenado em julho do ano passado a nove anos e seis meses de prisão por corrupção passiva e lavagem de dinheiro, uma pena ampliada em janeiro deste ano a 12 anos e um mês por um tribunal de segunda instância.

terça-feira, 1 de maio de 2018

Belchior virou "febre" no Ceará após sua morte?




Por mais discreto que Belchior tenha tentado se tornar nos últimos anos de sua vida, o artista virou uma espécie de figura mítica na música brasileira. Para além da obra que permanece atual, Antônio Carlos Belchior fez escolhas que desafiaram a imprensa e seu próprio percurso artístico ao assumir que a vida era, de fato, diferente. Que nada era divino. E, ao se retirar, Belchior virou cult.
Mas desse ponto até sua morte foram quase 10 anos. E do cultuado cantor e compositor a personagem cada vez mais recorrente na memória popular, Bel se viu nos muros da cidade e até nome de centro cultural virou. Só demorou quatro meses após sua morte para chegar nas livrarias como biografado pelo jornalista Jotabê Medeiros (Apenas um Rapaz Latino-Americano, 2017), em um processo de estudo e descoberta entre vida e morte. Para homenagear os 70 anos do artista, a Warner Music lançou a coletânea "Pequeno Mapa do Tempo: Belchior 70 Anos". Para os colecionadores mais fervorosos, a gravadora colocou no mercado o box "Tudo Outra Vez", com seis discos lançados entre 1974 e 1982.
Teria Belchior virado "febre"? Uma coisa é certa. A crônica-relato musical, inquietude e contestação política do autor de "Alucinação" permanecem fortes. Não há sinal de vanescer.

O músico Oscar Arruda comenta que Belchior, assim como Fagner e outros nomes da música cearense da década de 1970, trazia influências do folk e do rock. Justamente por isso, ele considera difícil classificar a música de Bel em um estilo, a exemplo da Música Popular Brasileira. "São canções muito bem elaboradas, questões existenciais, política, medo e solidão", avalia. "Um homem com a vida tão interessante quanto a própria obra, que em dado momento exerce o direito de se retirar.
Questões existenciais abordadas por Belchior bem lembram o lirismo do próprio Oscar Arruda. Em 2017, ele lançou o álbum Egomaquia. Nele, explora existencialismo, psicodelia, a luta consigo mesmo e um estado de constante busca. Temas que dizem respeito à música feita no Ceará nos anos 1970. Não a toa, foi influenciado diretamente pela poética de Belchior. Para ele, o auto-exílio de Belchior foi tratado de forma "leviana e irresponsável". "A mídia brasileira adora vender por um viés menor, o viés da fofoca. Ele foi tratado de forma irresponsável", reclama. 
Belchior se retirou de cena em 2008, mas ele já havia abandonado a carreira no ano anterior. A escolha do artista alimentou boatos sobre seu desaparecimento. O Fantástico chegou a noticiar dívidas, incluindo de dois veículos abandonados por ele em estacionamentos de São Paulo. Revistas brasileiras chegaram a noticiar, inclusive, que Bel começou a se afastar dos amigos após terminar o casamento de 35 anos com  Ângela Margareth para ficar com Edna Assunção, que ele conheceu, em 2005, no ateliê do artista plástico cearense Aldemir Martins.
A Época noticiou que, contra Bel, pesavam dois mandados de prisão pelo não pagamento de pensões alimentícias e um processo de R$ 1 milhão perdido para um ex-secretário particular. Dentre as lendas, a de que ele teria se hospedado em casa de fãs e até já teria se abrigado em instituições de caridade no Rio Grande do Sul.
"Do ponto de vista de pessoas que gostavam dele, a gente percebeu um movimento de se contrapor a essa narrativa", aponta Oscar Arruda. Em Fortaleza, ele indica o Cantinho do Frango, no bairro Aldeota, e o bloco de pré-Carnaval Os Belchior. "Penso que há um carinho, pela qualidade da obra dele, um artista nosso. A natural comoção da morte levou as pessoas a redescobrirem a força da canção dele. A poética dele e o lirismo se somam". 
"Qualquer manifestação dessa nova geração que valorize a obra do Belchior é importante", continua. "A gente vive uma época em que existe moralismo de todos os lados, é preciso saber fazer a separação do que é obra e o que é vida. E isso é importante pra gente aprender a valorizar a nossa música, principalmente a outros personagens que ainda estão por aí".
Para o músico cearense Cristiano Pinho, existe o orgulho de ser do mesmo Estado, mas vai muito mais além. Ele, no entanto, discorda que o amigo tenha virado febre após a morte, há um ano. Ele lembra "Como Nossos Pais" como um dos auges da carreira do sobralense, assim como tantos outros assuntos "que perpetuavam seu nome antes do futuro infeliz". Ele classifica Belchior como um homem de extrema sensibilidade e intensidade.
"Discordo que o desaparecimento tenha o tornado mais famoso ou importante do que o que ele fez, e muito menos a morte dele. É um pensamento perverso da humanidade com todas as pessoas. O Belchior já se destaca desde que eu tinha 14 anos, que eu me entendo como músico. Ele já se destacava nacionalmente pela maneira universal de compreender o indivíduo", pontua. "Atravessou os momentos difíceis da geração dele em uma época que o País também era diferente. Ele foi um protagonista da sociedade de sua época, independentemente de qualquer polêmica".
Para a cantora Lorena Nunes, ainda é difícil dizer se a música do rapaz latino-americano ficou mais forte após o auto-exílio ou até mesmo sua morte. "Há a saudade de ver um show, de ver o que ele poderia trazer de novo. Acho que deu essa aumentada na vontade de ouví-lo. Ele é presente sempre".
Gero Camilo, que fez o show "Gero Camilo canta Belchior" na última edição do festival Maloca Dragão e participou do programa Conversa Ao Vivo, do O POVO Online, diz que as músicas do sobralense passam mensagens de acordo com o momento político que o País vivia. Ele diz que, atualmente, o Brasil vive momento parecido. O ator, cantor, diretor e dramaturgo diz que a persistência da música de Belchior tem muito a ver com o desenvolvimento do País, que atravessa um período de luta para manter conquistas. "O pouco de desenvolvimento que a gente tinha agora está ameaçado pelo golpe. Estamos em uma situação social delicadíssima, e é por isso que a música dele ainda é contundente", explica. "A questão é superar esse golpe com uma atitude e o Belchior traz essa relevância na obra dele. Não dá para assistir Belchior e dissociar conteúdo político".Ele afirma que foi preciso Belchior morrer para ganhar homenagem nos muros e equipamentos culturais de Fortaleza. "(A cidade) já devia estar com a cara do Belchior estampada há muito tempo. Não só ele. Que essa atitude venha antes do retiro dos artistas", aponta. Ainda assim, reconhece a necessidade de celebrar a permanência do músico. "Resgatar hoje Belchior não é resgatar um ídolo cristalizado, um gênero do passado. Não. É resgatar uma reflexão política, estética, muito contundente com o momento atual. De resistência".

RUBENS RODRIGUES

Notícia da morte de Senna

24 anos sem Ayrton Senna



Vinte e quatro anos separam os brasileiros das melhores emoções já vividas no esporte automobilístico, e que adormeceram com a morte do mais completo piloto da história - Ayrton Senna.

Muita coisa mudou nesse tempo, muitas transformações envolvem o Brasil, desde então, contudo, nunca mais os nossos domingos foram empolgantes como aqueles em que a gente sabia que Senna iria correr e se o seu carro não quebrasse ele venceria e sairia triunfante empunhando a bandeira do Brasil, poque para ele era mais importante que o prêmio.

Ayrton fez um pit stop na vida e acelerou sua alma aos encantos do Céu, onde recebeu a bandeirada dos anjos e subiu no podium da glória, deixando nós, os brasileiros, saudosos e menos vencedores. 

A vida passa, porém ao olharmos pelo retrovisor do tempo, inda podemos reviver as imagens do nosso melhor piloto de todos os tempos, escutar o tema da vitória e ver o tremular de nossa bandeira saudando o povo brasileiro.

Ayrton Saudade Senna, inesquecível.

sexta-feira, 27 de abril de 2018

Saiba os efeitos colaterais e contraindicações da vacina da gripe



Com a chegada da temporada de gripes do Ceará, mais de 160 mil pessoas já tomaram a vacina que protege dos principais vírus causadores da doença. Os subtipos virais do Influenza A H1N1, H3N2 e H2N2, bem como o vírus Influenza B, foram eleitos pela Organização Mundial da Saúde como os mais preocupantes para este ano. Baseada nessa projeção, a vacina é produzida e enviada para os postos de saúde de todo o País.

Mesmo que a campanha de vacinação aconteça todos os anos, a população ainda tem questionamentos sobre como a dose funciona. Um dos principais mitos que surgem é de que, já que a vacina "contém o vírus", é possível pegar a gripe como consequência da imunização. Marco Túlio Aguiar, médico da Família e Cidadania e professor da Universidade Federal do Ceará (UFC), afirma que a vacina é "extremamente segura" por ser feita de partículas dos organismos que causam a gripe, e não do vírus em si. 

"Na verdade o que acontece é que a vacina não protege de todos os vírus existentes que causam a gripe, somente dos principais", diz Marco. Portanto, é provável que as gripes que infectam pessoas que já se imunizaram sejam advindas de outros vírus. Além disso, a vacina demora cerca de duas semanas para atingir o potencial imunizador. 

Nesse período, o paciente também pode adquirir a doença antes de ter os anticorpos necessários para barrá-la.

No caso de a pessoa já estar gripada ou sentindo os sintomas da doença, Marco avalia que o melhor é procurar uma unidade de saúde. Assim, o médico pode analisar o caso individualmente e recomendar ou não a vacina para o paciente. Para o professor, pacientes que apresentam quadro de febre alta não devem tomar a vacina sem antes se consultar com um profissional. 

Outro sintoma que pode ser esperado depois da imunização é dor e vermelhidão próximo ao local que foi aplicada a vacina. "Esse efeito é comum, mas deve ser passageiro e leve. Não deve durar mais de 48 horas", afirma o médico. Marco atenta ainda para o fato de que pessoas alérgicas a ovo não devem tomar a vacina, já que a dose tem em sua composição a proteína do ovo de galinha. 

Como o império político de Aécio ruiu em Minas Gerais



Traições, alianças rompidas, censura e crise econômica minaram hegemonia local do ex-governador


Há quatro anos, o maior líder político mineiro das últimas duas décadas dava sua primeira cartada para lançar-se à tão sonhada Presidência da República. Aécio Neves acabava de ser eleito presidente nacional do PSDB, com quase 100% dos votos. O ato simbólico de largada para assumir a cadeira que o avô Tancredo esteve prestes a ocupar no período da redemocratização encobria, no entanto, a incipiente perda de força do tucano em seu reduto eleitoral. A gravação de Joesley Batista, que flagra Aécio pedindo propina de 2 milhões de reais, é apenas o golpe de misericórdia sobre o corroído capital político que restava ao ex-presidenciável depois de ter sido engolido pelas delações da Odebrecht na Operação Lava Jato.

Partido Progressista, o ‘filho’ da ditadura que coleciona escândalos



De filho da ditadura militar (1964-1985) a para-raios de escândalos, esse é o Partido Progressista, a sigla que teve mais políticos citados na Operação Lava Jato até o momento, 31 dos 49. Oriundo da Arena, a agremiação de direita que deu suporte ao regime militar brasileiro, o PP sempre apoiou os governos, independentemente de quem fosse. Sua principal diferença do PMDB, que também costuma ser um fiel aliado do Palácio do Planalto desde a redemocratização, é o tamanho: os progressistas são menores.

A relação dos membros do PP investigados por desvios de recursos da Petrobras é eclética. Vai de um padre, o ex-deputado José Linhares da Ponte (Padre Zé), a um evangélico paulista que está na cúpula da Igreja Mundial, o missionário José Olímpio. Há ainda mensaleiros, como Pedro Henry e Pedro Corrêa, um ruralista gaúcho anti-índios, Luiz Carlos Heinze, e o vice-governador baiano que diz estar “cagando e andando” para a investigação, João Leão.

Ter a maioria dos políticos implicados no escândalo não significa que o PP foi o principal articulador do esquema

Ter a maioria dos políticos implicados no escândalo da Petrobras até agora não significa necessariamente que o PP foi o principal articulador do esquema. Conforme o Ministério Público Federal, os nomes dos progressistas apareceram mais porque os dois delatores-chave das fraudes, o doleiro Alberto Youssef e o ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa, eram vinculados a esse partido por indicação do então deputado federal José Janene (morto em 2010). As figuras ligadas ao PT, o ex-diretor da petroleira Renato Duque e o tesoureiro do partido, João Vaccari Neto, assim como os relacionados ao PMDB, o ex-diretor Nestor Cerveró e o lobista Fernando Soares, não assinaram termos de colaboração com a Justiça. Ou seja, não entregaram quem eram os petistas e peemedebistas envolvidos nos desvios de até 20 bilhões de reais da maior empresa estatal do país.

CNH digital já está disponível em todo Brasil; veja como tirar gratuitamente



A emissão da nova Carteira Nacional de Habilitação Eletrônica (CNH-e) já está disponível em todo o Brasil, informa o Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro), empresa responsável pelo sistema. O Rio de Janeiro foi o último estado a aderir ao documento digital, na última quarta-feira (25).

Assim todos os Departamentos Nacionais de Trânsito (Detrans) do país cumpriram o prazo de liberar o serviço até 1.º de julho. A data do início era 1.º de fevereiro, mas nem todos conseguiriam implementar o sistema a tempo e o Departamento Nacional de Trânsito (Denatran) decidiu pelo adiamento.

No momento, a adesão ao CNH-e é baixa, com apenas 110 mil condutores fizeram o download do aplicativo em celulares e tablets. Deste total, 63 mil se concentram no Rio Grande do Sul, São Paulo e Goiás.

O número é bastante tímido, o equivalente a 0,15% dos quase 70 milhões de cidadãos habilitados para dirigir no Brasil. Segundo o Serpro, mais de 1,2 milhão de downloads do app da CNH-e foram realizados - 975 mil para aparelhos com sistema operacional Android e 230 mil para o IOS (Apple).

Por enquanto, a novidade pode ser adquirida gratuitamente (na maioria dos estados) e tem o mesmo valor jurídico da versão impressa, que continuará valendo normalmente.

Deputado enaltece postura de general que ser governador




O deputado Carlos Matos (PSDB) observou, no primeiro expediente da sessão plenária da Assembleia Legislativa desta quinta-feira (26/04), que a oposição ao Governo na Assembleia Legislativa vem sustentando o direito dele de não se omitir diante dos graves problemas que o Estado enfrenta. Ele também destacou que a sociedade tem consciência do que precisa.
“A sociedade sabe o que precisa, e os governos não estão atendendo as suas demandas. É preciso que o novo surja, que os partidos sejam oxigenados”, opinou. 

O parlamentar também parabenizou a atitude do general Guilherme Cals Theophilo de Oliveira em se colocar à disposição para candidato do partido ao Governo do Estado. “Precisamos de nomes novos e honrados, que jamais desviariam um real sequer do dinheiro público. Mais que a patente, o general traz interesse e integridade”, apontou.

Recém-filiado ao PSDB, ele foi até 2016 comandante militar da Amazônia e esteve à frente do controle das fronteiras de uma das áreas de maior atenção para o tráfico de entorpecentes no País. Após dois anos, deixou o cargo e assumiu o Comando Logístico do Exército, responsável pela fiscalização e controle do armamento que chega ao território brasileiro.

Filho de uma linhagem de militares que remonta à Guerra do Paraguai, no Império Brasileiro, Guilherme Cals Theophilo Gaspar de Oliveira tem 63 anos e ingressou na reserva em março. Pelo menos quatro descendentes do general permanecem na ativa das Forças Armadas. Dos irmãos, cinco são militares, incluindo o general Estevam Theophilo, que foi comandante da 10ª Região Militar, no Ceará, até o último dia 12.
Carlos Matos também citou os desafios anunciados pelo pré-candidato para Ceará: saúde, segurança e situação hídrica. “Ele também apontou possíveis soluções para cada um desses pontos", disse.

Em aparte, a deputada Fernanda Pessoa (PSDB) também elogiou o general e disse que este seria um candidato de oposição à altura. "Precisamos de uma pessoa séria e compromissada, com responsabilidade e zelo pelo dinheiro público”, acrescentou.

H1N1 presente ao centenário da gripe espanhola


Completa-se neste ano o centenário da grande pandemia de gripe de 1918. Acredita-se que entre 50 e 100 milhões de pessoas morreram em decorrência dela, o que representa nada menos do que 5% da população mundial da época. Houve 500 milhões de indivíduos contaminados pelo vírus. Um fato especialmente destacável foi a predileção da doença por tirar a vida de jovens adultos saudáveis, e não de crianças e idosos, que costumam ser os mais vulneráveis. Há quem a tenha qualificado como a maior pandemia da história. A catástrofe foi assunto de frequentes especulações ao longo dos últimos 100 anos. 

Cidade louca



O trânsito de Sobral virou uma loucura assumida, com a realização de obras de recapeamento asfáltico e sem que a Prefeitura coloque placas indicativas e de sinalização, orientando os portadores de veículos. Esse é só mais um dos aspectos que denunciam e/ou justificam a regressão da Cidade, dando-nos a impressão de que estamos voltando à idade da pedra.
Se bem pensarmos, faz um século e meio que convivemos com trens cortando a cidade e provocando mau-estar no trânsito; há quase um século temos carroças de burros misturadas aos automóveis; caminhões de cargas circulando pelo centro...Enfim, temos uma infinidade de problemas e deficiências, a começar por uma gestão competente.

sábado, 31 de março de 2018

Aos 90 anos, Laura Cardoso renova contrato com a Globo até 2022



Laura Cardoso mostrou que realmente não quer saber de aposentadoria. Aos 90 anos, a atriz renovou seu contrato com a TV Globo por mais quatro anos e será funcionária da empresa até 2022.

Atualmente no ar como a divertida Caetana, em “O Outro Lado do Paraíso”, de Walcyr Carrasco, Laura começou a atuar na TV Tupi, em 1952, na novela “Tribunal do Coração”. A atriz iniciou na Globo na novela “Brilhante”, exibida em 1981 e escrita por Gilberto Braga.

O Povo

Os 10 erros de português mais cometidos pelos brasileiros



Vi no Facebook uma mulher dizendo que casaria com o primeiro homem que soubesse usar crase, mas não são só os homens que não sabem usar. As mulheres também!", alerta a linguista Camila Rocha Irmer, uma das encarregadas de avaliar os erros de português no Babbel, um dos maiores aplicativos de ensino de idiomas no mundo.

Ela se refere a um dos erros mais comuns entre falantes de português brasileiro - quando usar a crase? -, juntamente com as dúvidas sobre os "por quês" e outras.

"É algo difícil de explicar. Acho que esses erros acontecem porque há um abismo entre o que escrevemos e o que falamos", diz à BBC Brasil.

"Quem não lida com a escrita diariamente não se lembra das regras. E, mesmo que as pessoas estejam dando mais opiniões nas redes sociais, é uma escrita rápida. Você não tem muito tempo para pensar sobre como escrever."

Há os "erros de sempre", mas Irmer afirma que existem também as questões que aumentam ou diminuem a cada ano. Em 2017, por exemplo, a dúvida sobre quando usar "há" e "a" apareceu mais vezes no aplicativo do que no ano anterior.

"Agora, estamos alcançando um público de menor escolaridade que não quer só aprender idiomas estrangeiros, mas tem problemas com português mesmo. E recebemos muitos recados, pelo aplicativo, de pessoas que estão aprendendo português ao estudar outra língua."

A pedido da BBC Brasil, a equipe de linguistas e educadores do Babbel fez um levantamento dos erros mais recorrentes entre os falantes de língua portuguesa no ano de 2017. Veja a lista:

1. "Entre eu e você"
O correto, segundo os especialistas, é usar "entre mim e você" ou "entre mim e ti". Depois de preposição, deve-se usar "mim" ou "ti".
Por exemplo: Entre mim e você não há segredos.

2. "Mal" ou "mau"
"Mal" é o oposto de "bem", enquanto que "mau" é o contrário de "bom". Na dúvida sobre qual usar? Os especialistas recomendam substituir o advérbio pelo seu oposto na frase e ver qual faz mais sentido.
Por exemplo: Ela acordou de bom humor; Ela acordou de mau humor.

3. "Há ou "a"
"Há", do verbo haver, indica passado e pode ser substituído por "faz".
Por exemplo: Nos conhecemos há dez anos; Nos conhecemos faz dez anos.
Mas o "a" faz referência à distância ou a um momento no futuro.
Por exemplo: O hospital mais próximo fica a 15 quilômetros; As eleições presidenciais acontecerão daqui a alguns meses.

4. "Há muitos anos", "muitos anos atrás" ou "há muitos anos atrás"
Usar "Há" e "atrás" na mesma frase é uma redundância, já que ambas indicam passado. O correto é usar um ou outro.
Por exemplo: A erosão da encosta começou há muito tempo; O romance começou muito tempo atrás.
Sim, isso quer dizer que a música Eu nasci há dez mil anos atrás, de Raul Seixas, está incorreta.

5. "Tem" ou "têm"
Tanto "tem" como "têm" fazem parte da conjugação do verbo "ter" no presente. Mas o primeiro é usado no singular, e o segundo no plural.
Por exemplo: Você tem medo de mudança; Eles têm medo de mudança.

6. "Para mim" ou "para eu"
Os dois podem estar certos, mas, se você vai continuar a frase com um verbo, deve usar "para eu".
Por exemplo: Mariana trouxe bolo para mim; Caio pediu para eu curtir as fotos dele.

7. "Impresso" ou "imprimido"
A regra é simples: com os verbos "ser" e "estar", use "impresso".
Por exemplo: Camisetas com o slogan do grupo foram impressas para a manifestação.
Mas com os verbos "ter" e "haver", pode usar "imprimido".

Por exemplo: Só quando cheguei ao trabalho percebi que tinha imprimido o documento errado.

8. "Vir", "Ver" e "Vier"
A conjugação desses verbos pode causar confusão em algumas situações, como por exemplo no futuro do subjuntivo. O correto é, por exemplo, "quando você o vir", e não "quando você o ver".
Já no caso do verbo "ir", a conjugação correta deste tempo verbal é "quando eu vier", e não "quando eu vir".

9. "Aquele" com ou sem crase
Em vez de escrever "a aquele", "a aqueles", "a aquela", "a aquelas" e "a aquilo", use "àquele", "àqueles", "àquela", "àquelas" e "àquilo".
Por exemplo: Maíra deu o número de telefone dela àquele rapaz

10. "Ao invés de" ou "em vez de"
"Ao invés de" significa "ao contrário" e deve ser usado apenas para expressar oposição.
Por exemplo: Ao invés de virar à direita, virei à esquerda.

Já "em vez de" tem um significado mais abrangente e é usado principalmente como a expressão "no lugar de". Mas ele também pode ser usado para exprimir oposição. Por isso, os linguistas recomendam usar "em vez de" caso esteja na dúvida.

Por exemplo: Em vez de ir de ônibus para a escola, fui de bicicleta.




Os bondes de Sobral



Interessante essa postagem  do amigo Joscel Vasconcelos mostrando com precisos detalhes aspectos da cidade de Sobral da década 40. Vê-se ai a exuberância do antigo mercado de carnes, demolido na gestão do prefeito Antenor Ferreira Gomes, para dar lugar à construção da atual Praça José Saboia, isso em 1938. 

Considerando que à época o edil encontrou dificuldades e obstáculos grandes para tirar os comerciantes desse local, a transferência foi uma vitória, e também um passo largo para o crescimento da cidade no sentido do Junco.

Essa via férrea, que pertencia a Empresa de Bondes Ferrocarril, puxados por burros, percorria a antiga Rua Vitória, ao lado do Mercado de Carnes, seguia pela Rua do Marinho, justamente a Rua Ernesto Deocleciano, passava em frente ao Largo do Rosário e descia pela Coronel José Saboia, indo até a Igreja do Patrocínio e estação da RVC.

Na sua passagem por Sobral, nos anos 20, Humberto de Campos, falou da beleza da mulher sobralense. Ele pegou exatamente um bonde dessa empresa e viu que as mulheres se vestiam elegantemente e usavam leques (franceses).

Lula ameaça levar ministros do STF com ele caso seja preso

Medicamentos terão reajuste de até 2,8% a partir deste sábado



A partir deste sábado (31), fabricantes poderão aumentar preços de medicamentos em 2%, 2,5% ou 2,8% a depender do perfil de concorrência da substância.

Os cálculos foram feitos pela Câmara Técnica de Regulação de Medicamentos (CMED), órgão vinculado à Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária).
Por meio da entidade, p governo controla o reajuste de preços de medicamentos periodicamente -- estabalecendo o aumento máximo que esses produtos podem atingir no mercado brasileiro.

O teto para o aumento é calculado com base no IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) -- o índice dá a medida da variação de preços ao consumidor final e é a referência para a inflação no país.
Ainda, a regulamentação da CMED se dá sobre medicamentos alopáticos (advindos da medicina tradicional) e não abrange outros produtos -- como os homeopáticos e fitoterápicos.

Por que reajustes diferentes?
O governo federal autoriza o maior percentual de reajuste aos medicamentos mais baratos que já mantêm os preços abaixo do teto. Essas substâncias geralmente sofrem a concorrência de genéricos ou similares.

Já os percentuais menores, são aplicados aos medicamentos de média e baixa concorrência. São produtos mais de alta tecnologia e geralmente mais caros.

Fonte: G1

A vigília pascal




No sábado santo honra-se a sepultura de Jesus Cristo e a sua descida ao Limbo, e, depois do sinal do Glória, começa-se a honrar a sua gloriosa ressurreição.

A noite do sábado santo é especial e solene, é denominada também como Vigília Pascal.

A Vigília Pascal, era antigamente à meia-noite, mas depois foi mudada para ser a partir das 20 horas, no entanto, ela não pode começar antes do início da noite e deve terminar antes da aurora do domingo.

É considerada "a mãe de todas as santas Vigílias" (S. Agostinho, Sermão 219: PL 38, 1088. 1).

Nela a Igreja mantém-se em vigília, à espera da Ressurreição do Senhor. E celebra-a com os sacramentos da Iniciação cristã.

Esta noite é "uma vigília em honra do Senhor" (Ex 12,42).

Assim ouvindo a advertência de Nosso Senhor no Evangelho (Lc 12, 35), aguardamos o retorno do Senhor, tendo nas mãos lâmpadas acesas, para que ao voltar nos encontre vigilantes e nos faça sentar à sua mesa.

A vigília desta noite é dividida do seguinte modo:
1º - A celebração da luz;
2º - A meditação sobre as maravilhas que Deus realizou desde o início pelo seu povo, que confiou em sua palavra e sua promessa;
3º - O nascimento espiritual de novos filhos de Deus através do sacramento do batismo;
4º - E por fim a tão esperada comunhão pascal, na qual rendemos ação de graças a Nosso Senhor por sua gloriosa ressurreição, na esperança de que possamos também nós ressurgir como Ele para a vida eterna.




O que foi a “Revolução de 64”?




Esse movimento, que completa, hoje, 54 anos, foi um golpe de Estado ocorrido no Brasil. Na madrugada de 31 de março para 1º de abril de 1964, líderes civis e militares conservadores derrubaram o presidente João Goulart. 

Diversos fatores levaram ao golpe, alguns circunstanciais e outros que se arrastavam havia décadas, como mostra a página ao lado. Mas, resumidamente, dá para dizer que o movimento surgiu para afastar do poder um grupo político, liderado por João Goulart, que, na visão dos conspiradores, levava o Brasil para o “caminho do comunismo”. 

Para entender melhor o golpe, é preciso lembrar o clima de radicalismo político que o país vivia. Até as Forças Armadas estavam rachadas, dividas em duas chapas que se enfrentavam nas eleições do Clube Militar desde os anos 50. “De um lado, estavam oficiais nacionalistas; do outro, um grupo que pregava maior aliança com os Estados Unidos, na verdade um recurso para enfrentar a ‘ameaça comunista’”, diz o historiador João Roberto Martins Filho, da Universidade Federal de São Carlos (SP). 

Em 1964, a temperatura política no país havia subido tanto que, meses antes de ser deposto, João Goulart tentou declarar “estado de sítio”, medida que ampliaria seus poderes. Muitos militares e líderes conservadores passaram a acreditar que o presidente daria um golpe para instalar uma ditadura de esquerda. Nesse ambiente de conspirações, teve início a rebelião de 31 de março. “Considerando que o Brasil estava numa encruzilhada, o golpe definiu uma solução ditatorial para a crise e colocou o país numa trajetória autoritária de mais de 20 anos”, diz João Roberto.

100 anos de uma história sem fim




Depois de lançado e, de em pouco tempo haver justificado seu papel de dar aos sobralenses a oportunidade de conhecer a “boa imprensa”, o jornal Correio da Semana passou a fazer parte dos atrativos dos domingos.

Era comum se escutar dos pomposos sobrados o som dos pianos, ou mesmo de gramofones, saudando os raios matinais que antecediam à reunião familiar para o café da manhã, geralmente servido depois da missa na Catedral.

A paz reinava em todas as vias e era saudada pela passarada que se alojava no arvoredo das praças e se associava às comemorações ao dia do descanso.
Andando pelos corredores revestidos de pedra tosca, dava para ver nas soleiras pessoas em finos trajes folheando o jornal da Diocese, que tinha em sua essência um teor menos cáustico que as costumeiras notas dos jornais “O Rebate” de Vicente Loiola, e “A Lucta”, do polêmico Deolindo Barreto.

O Correio da Semana, por estar sempre sob o olhar crítico do seu fundador, era incapaz de surpreender seu público leitor com notas de agressividade ou com algum caractere despudorado. Sua linha, mesmo depois de um século, continua priorizando o evangelismo e chegando de forma respeitosa em todos os segmentos da comuna.

Dom José acertara em mais uma de suas brilhantes iniciativas. Se por um lado a Santa Casa, o Abrigo Sagrado Coração de Jesus,o Seminário da Betânia, os colégios, e outros equipamentos socioculturais,entre as tantas igrejas, estimularam o crescimento regional, há que se reconhecer, também, a importância de um jornal, que fora criado dentro dos propósitos de comunicar os atos e fatos da Diocese e fortalecer as defesas da honra e legitimidade dos preceitos cristãos.

E se foram 100 anos de história testemunhada e escrita, sem que o Correio da Semana abdicasse de sua excelência de dignificar e preservar a “Boa Imprensa” sobralense.

Crônica de Silveira Rocha em homenagem aos 100 anos do Correio da Semana, comemorados neste dia 31 de março de 2018.

sexta-feira, 30 de março de 2018

Descoberto novo órgão humano que pode ajudar na cura do câncer



Um mini-microscópio projetado por uma empresa francesa permitiu a descoberta de uma estrutura da anatomia humana antes despercebida, e que pode desempenhar um papel na disseminação do câncer.

Em um estudo publicado esta semana pela Scientific Reports, pesquisadores norte-americanos relatam a descoberta do que consideram um possível novo órgão, o interstício.

Se outros cientistas contestam o termo "órgão", que consideram exagerado, essa descoberta pode ter implicações para uma melhor compreensão do câncer.

O interstício é uma vasta rede de tecidos presentes sob a pele, ao longo de certos órgãos (pulmões, sistemas digestivo e urinário...) ou ao redor das artérias e veias.

Acreditava-se até então que esses tecidos eram compactos. Na realidade, de acordo com este estudo, consistem em uma infinidade de compartimentos cheios de fluido.

Os autores do estudo comparam esses tecidos a "uma estrada fluida em movimento" que poderia, assim, promover a disseminação do câncer por todo o corpo.

A estrutura desses tecidos permaneceu por muito tempo desconhecida devido às técnicas convencionais de microscopia. Para observar um tecido ao microscópio, retira-se, prepara com produtos químicos e corta em finas lâminas.

O problema no caso do interstício: essa técnica o esvazia de seus fluidos e o esmaga "como um prédio que desmorona", segundo o comunicado dos autores do estudo. Consequência: sob o microscópio, esses tecidos parecem compactos, quando não o são.

Foi uma nova técnica, desenvolvida pela empresa francesa Mauna Kea Technologies, que permitiu aos pesquisadores descobrir a verdadeira natureza desses tecidos. Essa técnica, a endomicroscopia confocal a laser, consiste em colocar um pequeno microscópio diretamente no corpo do paciente.

"Os tecidos são observados em seu ambiente natural, in vivo, o que permite que os médicos melhorem significativamente o diagnóstico e o tratamento em várias condições", diz Sacha Loiseau, CEO e fundador da Mauna Kea Technologies.

No caso do interstício, a descoberta foi feita por acaso, durante o exame dos ductos biliares de um paciente utilizando essa técnica.

Ela se baseia no uso de fibra óptica combinada com um sistema de varredura a laser.

"O médico coloca um endoscópio no corpo do paciente, e nossa pequena sonda (de 0,8 a 2,5 milímetros, dependendo do modelo) entra no endoscópio e se posiciona no local desejado", diz Loiseau, cuja empresa opera principalmente nos Estados Unidos e na China.

As indicações para as quais esta tecnologia é mais amplamente utilizada são problemas gastroesofágicos, câncer pancreático, câncer de bexiga, câncer de pulmão ou doença inflamatória intestinal, como a doença de Crohn.

AFP

“Tudo sobre controle”.



Temendo nova onda de ataques em Sobral, agentes penitenciários e o GORE - Grupo de Operações Regional, fizeram um rapa na PIRS (Penitenciária Industrial Regional de Sobral), nessa última terça-feira 27. Apesar da vistoria ter sido feita em apenas duas vivências, foram apreendidos dezenas de aparelhos celulares, carregadores, droga e outros objetos.
Segundo a direção da PIRS, a vistoria teve como objetivo, disciplinar a rotina da unidade prisional reprimindo condutas de amotinamento e consequentemente desmotivar o crime no interior do presídio.
Como saldo da ação dos agentes penitenciários foram apreendidos:
- 20 Celulares
- 18 Carregadores
- 04 Baterias de celular
- 15 fones de ouvidos
- 06 Pen drives
- 08 cartões de memória
- 67 trouxinhas de substância análoga a maconha
- 12 trouxinhas de substância análoga a cocaína
- 01 balança de precisão
- 10 pequenas hastes de metal.

Postagem do Facebook de Wellington Macedo.

Funceme registra chuva em 118 cidades do Ceará nesta Sexta-feira Santa


A maior intensidade foi registrada em Icó, na Região Centro-Sul do estado com 121 milímetros.

Choveu em pelo menos 118 municípios do Ceará nesta Sexta-feira Santa, segundo segundo boletim da Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme), divulgado às 11h42. 

Como na quinta-feira (29), todas as regiões do Estado receberam boas precipitações. A maior intensidade foi registrada em Icó, na Região Centro-Sul do estado com 121 milímetros.

Em Juazeiro do Norte houve precipitação de 95 milímetros. A forte chuva causou vários transtornos na cidade. Um avião da empresa Gol que saiu de São Paulo para Juazeiro do Norte arremeteu na noite de quinta-feira devido as condições meteorológicas adversas, devido a forte chuva que atingiu a cidade.


Já em Fortaleza maior chuva foi registrada no Posto Castelão com 10 milímetros.

Previsão para sábado (31):
Nebulosidade variável com eventos de chuva em todas as regiões.

Previsão para domigo (1º):
Nebulosidade variável com eventos de chuva em todas as regiões.

Fonte G1


'Vou ver o que posso fazer'



Dono da Rodrimar relata à PF suposta fala de Temer sobre contrato no porto de Santos: 'Vou ver o que posso fazer'; Wesley Batista relata que Cid Gomes também respondeu da mesma forma quando ele disse que só liberaria a propina de R$ 20 milhões, se o Estado liberasse o crédito devido a ele no valor de R$ 110 milhões.
'VOU VER O QUE POSSO FAZER' é algum tipo de senha? Por que os políticos usam esse termo?



Cicero Paiva e a BETH'S...




Cícero Paiva nasceu em Aracatiaçu, distrito de Sobral, filho de Nelson e Altina. Mudou-se para o Rio de Janeiro em 1952, quando a cidade era ainda Distrito Federal. Era o Rio romântico, discreto, amável, no qual se concentrava a maioria da intelectualidade brasileira que frequentava o Café Vermelinho, o Antônio’s, o Beco das Garrafas, sem essa multidão infernal que há hoje. Podia até faltar água e faltar luz – como diz a letra daquela marchinha de carnaval – mas sobrava charme. 

O Brasil enxergava o Mundo através do Rio e o Mundo via o Brasil pelo prisma do Rio. Ali, Cícero teve contato com as músicas americana, francesa, italiana e com o som brasileiro moderno de Dick Farney, Lúcio Alves, Garoto e Johnny Alf e, no fim da década dos 1950, conheceu e encantou-se com a Bossa Nova de João Gilberto e Tom Jobim e seguiu com ela por toda a vida.

Retornou a Sobral em 1961 e em 11 de Novembro daquele ano inaugurou no Beco do Cotovelo o Las Vegas Drink’s Bar – uma “casa de lanches” – que rapidamente tornou-se o “point” da cidade, não só pelo ineditismo de seus sanduíches (misto-quente, bauru, hotdog), mas também pelo balcão em forma de U, rodeado de banquetas confortáveis, invariavelmente ocupadas pelos “lacerdinhas” do Banco do Brasil. Esta fase durou até 1969, quando houve a interdição do Beco para a construção do BNB.

O ponto foi arrendado e entre Janeiro e Junho Cícero residiu em Santos.
Ao retornar, Cícero fez uma pequena reforma no local, que passou a se chamar Beth Lanches (o nome fazia uma alusão carinhosa à sua filha). Com a construção do calçadão do Beco, entre 1978 e 1979, passou a se chamar Beth’s Pizzaria – mais uma inovação trazida por Cícero – e mesas foram colocadas no espaço para acomodar mais clientes à noite.

Tornou-se hábito, então, ter-se música ao vivo, hábito este que perdurou entre 1980 e 1997, cujo sucesso foi tanto, que durante certo período podia-se curtir música de alto nível de Terça-feira a Domingo. Transformou-se no lugar-comum da juventude universitária – eu inclusive – fã incondicional da conjunção de capirinha de vodca (prodigamente servida pelo Adalberto), música ao vivo, um bom papo e muita paquera. Vivia-se o ocaso da ditadura militar, era a época da Anistia. Foram tempos de luta e glória. Isto sem falar na famosa “canja” de Cícero com seu violão bossanovista, concedida invariavelmente de madrugadinha, hábito que ele conserva até hoje, embora com mais raridade do que gostaria. 

Enquanto escrevo, me vem um sopro de juventude, ao recordar a festa dos 20 anos da Beth’s em Novembro de 1981, que durou até 5 da manhã
e provocou muitos comentários pela cidade. Eu guardava até algum tempo a camiseta que foi traje obrigatório do evento, mas como a minha memória hoje é apenas uma “vaga lembrança de que um dia tive memória”, não sei como, quando e aonde a perdi. Junto com o sucesso da música ao vivo, veio de cambulhada a idéia de fazer um festival de música em 1985, que marcou a noite sobralense com o natural sucesso de tudo que Cícero faz.

A década dos 1990 começou com tudo. Como era agradável passar, literalmente, o Sábado em companhia de Cícero e de muita cerveja gelada. A conversa fluía fácil e nos tornamos amigos e somos amigos até hoje, além do que, eles são meus padrinhos de casamento.

Vinícius de Moraes dizia: - “A pior solidão do Mundo é a companhia de um
paulista, mesmo que seja com um chops e dois pasté”. Pois Cícero é diametralmente o oposto do sentido desta frase. A Copa do Mundo de 1994, nós a vimos na Beth’s e após cada vitória a comemoração era apoteótica. Foi a Copa da catarse.
O clímax do sucesso da Beth’s foi sem dúvida a famosíssima “Quinta sem lei”, que perdurou entre 1996 e 1997. Conheci gente que vinha de Fortaleza, passava a noite na Beth’s e de manhã retornava à capital. Eu mesmo, não me cansava de virar a noite ali, ia para casa, tomava um banho e ia trabalhar “sóbrio como um bispo”. Em 1997, “the dream is over”, “queimou-se a negra do doce”: não houve mais música ao vivo. 

Cícero já me confidenciou mais de uma vez, que ele cometeu o erro de trazer de Fortaleza grupos de “pagode-light” e isto afastou parte de sua boa clientela, fato que o aborreceu muito, levando-o a zerar o episódio. Neste mesmo fatídico ano, Cícero saiu do Beco que, sem a Beth’s, provocou na minha memória afetiva um oco escuro, frio e sem som. Foi um choque para a maioria dos clientes, mas foi necessário para ele. Surgiu então o Deol Bar, fazendo apenas uma alusão à sua localização, na Rua Deolindo Barreto e que durou até Janeiro de 1998. 

Em Janeiro de 1998, iniciou-se uma nova fase, com o nome Cícero’s Bar, que a meu ver, é uma síntese de todas as outras, porém muito mais intimista, como é de gosto do dono. Não importa que nome tenha a criatura, o criador é o mesmo, cujo talento é invisível como a música e evidente como o som e é como um bom vinho, que sempre melhora com o tempo.

(Prof. Júlio César Monteiro)