terça-feira, 2 de maio de 2017

O corpo desce ao chão e o poeta vira imensidão





"Meu bem, mas quando a vida nos violentar
Pediremos ao bom Deus que nos ajude
Falaremos para a vida: "Vida, pisa devagar meu coração cuidado é frágil"

"Eu quero gozar no seu céu, pode ser no seu inferno
Viver a divina comédia humana onde nada é eterno
Ora direis, ouvir estrelas, certo perdeste o senso
Eu vos direi no entanto:
Enquanto houver espaço, corpo e tempo e algum modo de dizer não
Eu canto".

"E hoje eu sei, eu sei
Que quem me deu a ideia
De uma nova consciência
E juventude
Está em casa
Guardado por Deus
Contando o seus metais".

"Eu tenho medo um Rio, um Porto Alegre, um Recife
Eu tenho medo Paraíba, medo Paranapá
Eu tenho medo Estrela do Norte, paixão, morte é certeza
Medo Fortaleza, medo Ceará".

"Ate mais ver, ate mais ver, meu camarada.
Contigo em mim e ainda em ti, vou indo em dois
qualquer distancia entre nos, tornada em nada, 
só assinala um novo encontro pra depois.
Só long sem gesto, um bie ao leu.. Não diga sorte
Não fale adeus que enruga o olhar mais compassivo
se, sob o sol, nada mais velho e vil que a morte, 
quem viu, na vida, novidade em estar vivo"?




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