quinta-feira, 27 de abril de 2017

Empregado x empregador


* Artigo de Henrique Augusto Pontes (Guto Pontes)

O Estado brasileiro tem uma das maiores cargas tributárias do mundo, além do criminoso ônus da corrupção (ultimamente reconhecida como a maior do mundo); oferece em troca serviços de saúde, educação e segurança de péssima qualidade, e, também, uma infra-estrutura de péssima qualidade. No entanto, no Brasil tem grupos de interesses no poder político, querendo fazer as pessoas crerem que o cidadão é "explorado" e ganha um inimigo é na hora que é empregado, ou seja, na hora que passa a fazer parte do setor produtivo; no caso, o inimigo do cidadão é o seu empregador e que, portanto, a livre negociação entre as partes seria um mero ardil de exploração. 

Ora, vivemos em um ambiente de livre iniciativa, com garantias constitucionais, este argumento sindical não faz nenhum sentido, na verdade, este argumento se presta a atender aos próprios interesses deles (sindicatos). O País tem 17 mil sindicatos que recolhem R$ 3,6 bilhões em tributos anualmente. Exagerado, não?


O setor produtivo brasileiro composto por empreendedores (empregados e empregadores) precisa de liberdade e espaço para negociação e criatividade entre seus agentes. Os trabalhadores demandam aumentos de remuneração e os empresários demandam aumentos de produtividade. Os interesses comuns, as afinidades, são muito mais relevantes. Quanto mais direta é essa troca, maior a probabilidade da negociação terminar na base do ganha-ganha. Quando há muitas despesas intermediárias e inegociáveis, a troca é difícil e, como conseqüência, os empresários tendem a puxar a remuneração para baixo para ficar com um custo final do trabalho compatível com as condições em que precisa competir.

Mais uma vez o slogan do "NÓS CONTRA ELES" é uma das sérias razões do nosso atraso como nação, uma grave ameaça à mudança do atual quadro recessivo e da nossa evolução coletiva.

* Agusto Pontes é cientista político e empresário da Mundi Fiat.

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