quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016

Sérgio Moro quer saber como Galvão Engenharia repassou obras para Ferreira Guedes



Comprometida com desvios milionários na Petrobras - cálculos apontam rombo superior a R$350 milhões - a Galvão Engenharia, cujo presidente, Dario Galvão, foi condenado a 12 anos de prisão, está em recuperação judicial e estar impedida de realizar obras com a União e os estados até que venha a assinar um acordo de leniência, onde a empreiteira pague pelas fraudes cometidas contra os cofres públicos.

Mesmo ciente disso, o juiz Sérgio Moro e o procurador geral da República, Rodrigo Janot, devem investigar a operação que poderia ter sido montada pelo homem da Galvão Engenharia no Ceará, seu diretor Jorge Valença, para manter importantes obras no Estado. Valença foi o homem de confiança do governador Cid Gomes em seus oito anos de mandato, tanto que coube a Galvão Engenharia a execução das principais obras de infra-estrutura no Estado.

Oficialmente, impedido de continuar com suas obras no Ceará, o diretor da Galvão Engenharia, Jorge Valença, teria articulado a transferência de todas as licitações ganhas no Estado e na prefeitura de Fortaleza para a empreiteira paulista Ferreira Guedes. Para viabilizar a liberação dos recursos e como a Galvão Engenharia estava proibida de atuar, Jorge Valença virou diretor da Ferreira Guedes.

Assim, a construtora Ferreira Guedes pelas mãos do operador preferido de Cid, Jorge Valença, permanece sendo a empreiteira forte na execução das obras de infra-estrutura, herdando quase tudo que era da Galvão Engenharia.

Hoje, diretor da Ferreira Guedes, Jorge Valença, alega estar rompido com o comando da Galvão Engenharia que sequer pagou seus direitos ao pedir demissão. Já o presidente da Galvão, Dario Galvão, negocia uma delação premiada onde um capítulo será dedicado ao Ceará e a atuação do seu operador Jorge Valença.

Ceará News7

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