domingo, 21 de fevereiro de 2016

Debate sobre reforma da Previdência ganha espaço na agenda política




Enquanto o governo ainda busca uma fórmula para propor mudanças nas regras da Previdência, o tema enfrenta resistência de movimentos sociais e do próprio PT. Com divergências internas sobre o assunto, o diretório nacional do partido vai se reunir na próxima sexta-feira (26), no Rio de Janeiro, para tentar unificar posição. 

O impasse dentro do PT irritou integrantes da base aliada na Câmara. O vice-líder do governo, Silvio Costa (PSC-PE), defensor da reforma da Previdência, cobrou apoio. Costa e outras lideranças governistas têm ouvido apelos sistemáticos da presidenta Dilma Rousseff, nas reuniões semanais no Palácio do Planalto, para que trabalhem pela viabilização da proposta que ainda não está concluída. 

“O PT sabe que a reforma da Previdência é numa visão de futuro, e que não vamos mexer em direitos adquiridos do trabalhador”, disse Costa. O pernambucano já mantém conversas com outros parlamentares em busca de mais apoio, inclusive de partidos de oposição. Segundo ele, até o PSDB, que é um dos opositores mais representativos do governo, sinalizou disposição em votar a matéria, desde que o PT feche questão a favor da reforma. 

Mesmo com o esforço mantido pela equipe de Dilma, o apoio das bancadas ainda não se efetivou. Na última semana, o ministro da Fazenda, Nelson Barbosa, tentou convencer a bancada do PT no Senado, em uma reunião para tratar especificamente do tema. Depois, na última sexta-feira (19), o senador Jorge Viana (PT-AC) usou o plenário para desencorajar o Planalto a encabeçar a proposta e evitar um desgaste. 


Carolina Gonçalves - Repórter da Agência Brasil


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