domingo, 1 de novembro de 2015

El Niño: chuvas ou continuidade da seca?



O ex-presidente da Ematerce, o agrônomo José Maria Pimenta, realizou uma pesquisa na Estação de Pluviometria de Quixeramobim, que há 138 anos faz a medição das chuvas no Ceará.

O levantamento apurou que, de 1877 até este ano de 2015, foram registrados ao todo 134 ocorrências do El Niño, o fenômeno natural que aquece as águas do Oceano Pacífico e esfria as do Atlântico, provocando enchentes na região Sul e seca no Nordeste brasileiro.

Desses 134 casos, 15 foram de alta intensidade; 11 de moderada intensidade; e 8 de fraca intensidade.

A pesquisa também trouxe um detalhe importante e interessante, que renova a esperança dos nordestinos: em 50% dos casos em que o El Niño foi de forte intensidade, as chuvas no Ceará também foram de alta intensidade.

Três exemplos:

Em 1940, a pluviometria registrada na Estação de Quixeramobim alcançou 1.101 milímetros.
Em 1973, o registro das chuvas equivaleu a 1.573 milímetros.
Em 1982, em pleno El Nino de alta intensidade, a pluviometria registrada em Quixeramobim alcançou 816 milímetros.
Assim, de acordo com José Maria Pimenta, os cearenses devemos renovar as esperanças. Um bom inverno pode estar logo ali à frente. (do blog do Egídio Serpa, DN)


O fenômeno climático El Niño, que reapareceu em março, deve durar até o segundo trimestre de 2016 e pode ser um dos mais intensos da história — segundo as projeções anunciadas nesta quinta-feira pelo Centro de Previsão do Clima (CPC) dos Estados Unidos.

Desde março a temperatura sobre a superfície das águas equatoriais do Pacífico aumenta, o que faz com que haja “cerca de 95% de possibilidades de que o El Niño persista durante o inverno 2015-16 no hemisfério norte, antes de perder gradualmente sua intensidade até a primavera”, explicou o CPC.

A temperatura em algumas zonas equatoriais do Pacífico em setembro é de 2,1 graus Celsius acima do normal, informou em coletiva de imprensa Mike Halpert, diretor-adjunto da Agência Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA).

Este aumento da temperatura no período de junho a agosto situa o El Niño deste ano no terceiro lugar em intensidade, desde o começo das observações da corrente marinha em 1950, afirmou.

Nos últimos 65 anos só foi registrada uma intensidade de aquecimento superior em três ocasiões: 1972-73, 1986-88 e 1997-98.

O único impacto notável do retorno do El Niño até agora é uma redução no número de furacões no Atlântico Norte durante a temporada 2015, que tem 90% de probabilidade de ser menos ativa do que o normal.

A corrente do El Niño cria um fenômeno que acalma as tormentas tropicais. Em contrapartida, intensifica a formação de tempestades no leste e no centro do Pacífico. Mas o maior beneficiário deste retorno do El Niño deve ser os Estados Unidos: segundo o CPC, as chuvas devem ser mais abundantes do que o normal neste outono (no hemisfério norte) e durante o inverno na maior parte do país. O estado da Califórnia, atormentado por uma intensa seca há quatro anos, pode receber quantidades significativas de precipitações.




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