As ameaças por parte de criminosos a agentes públicos se tornaram cada vez mais ousadas e recorrentes no Ceará. Na tentativa de incendiar prédio dos Correios no bairro Antônio Bezerra, em Fortaleza, foi deixada mensagem com vários alvos: o governador Camilo Santana (PT), o presidente do Senado, Eunício Oliveira (MDB), a Assembleia Legislativa, a sede do Governo do Estado, bancos e lotéricas, postos de combustíveis, refinarias, antenas de telefonia, rádios e televisão, portos, aeroportos e redes de transmissão de energia elétrica.
Foi prometida pelos criminosos série de atentados, dos quais o episódio no qual morreram três homens que atacaram a Secretaria da Justiça e Cidadania (Sejus) parece ter sido o primeiro.
O próprio governador revelou que já havia sofrido ameaça, em abril de 2016. À época, a motivação era a mesma de agora: intenção de bloquear sinal de celulares em presídios.
A Assembleia Legislativa havia aprovado lei para obrigar operadoras de celular a bloquear os sinais em presídios. A medida nunca foi aplicada e é objeto de disputa judicial. Também em abril de 2016, carro com 13 quilos de explosivos foi encontrado estacionado ao lado da Assembleia.

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