O modelo de gestão a que se apega o prefeito de Sobral chega a ser perverso na visão da maioria do povo sobralense. Sem que se tenha conhecimento de um plano de governo alinhado com o grau de necessidade dos moradores e com objetivos de expandir e desenvolver a cidade, especialmente no aspecto da infraestrutura, a impressão que se tem é que o gestor reencarnou o espírito do personagem bíblico Zaqueu, tido como cobrador de impostos.
Nunca se viu tanta cobrança de taxas e impostos, ou mesmo de aumentos dos existentes. A política do prefeito é arrancar tudo o que puder da população, demonstrando pouca aptidão com projetos que viabilizem a produção do município, gerando ocupação e renda. Sobral já se destacou por sua produção em chapéu de palha, algodão, castanha, mamona, peles e outros produtos. Desde que essa dinastia foi implantada que não se vê estímulos ao crescimento e à produção, só extorsão. Você trabalha, produz e o prefeito lhe toma.
Com os abusivos impostos e taxas cobrados no setor imobiliário, principalmente com a cobrança do IPTU sobre terres e a duplicação do ITBI, que agora é pago pelo vendedor e o comprador, corretores reclamam que o mercado enfraquece e que comprar terreno deixou de ser um investimento atrativo, a não ser para o prefeito.
Aumento de 12% na conta da água sem ter água, elevação do IPTU em 20%, cobrança de 5% no serviço de hospedagem, perseguição a pequenos feirantes do mercado público e serviços de qualidade na base da promessa é o que modela essa desastrosa gestão, que até agora não disse a que veio nem aonde vai.
Enfim, as eleições passaram, porém o gestor não passou no teste da população, ao menos até agora. Há rumores de que ele virá a realizar grandes projetos e dar resposta aos moradores, contudo, poderá ser tarde para a política de sua família e fechar o ciclo da forma como começou: com o pai dele sendo visto como melhor prefeito da história e sem popularidade para eleger nenhum sucessor.

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