Conterrâneo Belchior, Pena que a sua volta tenha sido dessa forma, sem que você pudesse abraçar seu violão e nos levar ao encanto de eternas melodias. Que pena poeta, ver você encerrar a divina comédia humana, quando os galos ainda cantavam nos quintais, e quão melancólico é ter a certeza dos mortais de que a sua ausência agora é perene até que as cortinas do Céu se abram. Você foi diferente dos muitos artistas do cancioneiro nacional. Você não fazia música simplesmente para se cantar, mas poesia viva para a encantar. Sobral, seu principal pedaço de chão deste país, está triste, choroso, saudoso e diminuído, pois não terá mais como enxergá-lo nos palcos que não sejam os do Paraíso astral. Esperamos que você tenha gostado de ter voltado, de ter sido aplaudido, cantado e chorado pelos seus milhares de irmãos. Teria sido diferente com você vivo, acredito. Sei que os poetas não morrem, porque são feitos do amor imortal. Sei que o que verdadeiramente morre é o que não faz bem ao coração. Vou tentar descer à realidade em que o nosso rapaz latino-americano pegou seu blusão de couro e mesmo com medo de avião segurou na mãe de Deus e foi morar com as estrelas. Saudade meu poeta Belchior!
Postar um comentário
0
Comentários
Radios
Pesquise no Blog
Silveira Rocha
Jornalista profissional, cronista, editorialista, produtor de campanhas políticas, empresariais, ambientais e culturais. Atua no jornalismo desde 1986. E-mail: roccha2010@hotmail.com - Telefones: (88) 99941-2617 ou WhatsApp 99636-6616. Canais da Internet: silveiraroccha.blogspot.com - Facebook (Silveira Rocha).
0 Comentários
Faça o seu comentário.