quinta-feira, 18 de maio de 2017

A marcha-ré das caravelas



Eu não me admiraria nem um pouco se o Cabral chegasse agora no Brasil e desse marcha-ré nas caravelas. Ele não teria o mesmo pazer de outrora quando tínhamos apenas índios tolos. Hoje ele teria de encarar um bando de saqueadores que, certamente, lhe roubariam as caravelas e obigariam o português a voltar para sua terra nadando.

O Brasil está num buraco de areia movediça: quando acha que vai segurar-se acaba afundando de novo. Esse dilema vai se arrastar ainda por muito tempo, simplesmente porque o Judiciário ao invés de matar o formigueiro, prefere apertar as formigas uma a uma e comemorar seu "poder".

Falando no Judiciário, que me perdoem seus integrantes, mas a zorra do Brasil passa pela lerdeza e o despreparo desse poder. Não fosse sua exagerada complacência com bandidos, vendendo sentenças e habeas-corpus, produzindo alvarás de soltura e cobrando fianças o mercado do crime não seria tão atrativo como o é.

Temos três poderes que não se prezam, que não se dão ao respeito, e como se não bastasse, ainda temos um povo que se conforma com tudo, que aceita tudo, que gosta mais do seu time que do seu país; um povo que diz no Hino que oferece o peito à própria morte e não abre mão de seu comodismo, preferindo ficar diante da TV xingando político ou nos restaurantes corrompendo garçons pela cerveja mais gelada e a prioridade no churrasco.

Não, brasileiros! Não temos moral suficiente para acender a fogueira das bruxas, nem de atirar pedras na Madalena tendo a cara de Messalina. A classe política é obra de nossas escolhas mal feitas. Assim, vamos assumir juntos os erros e procurar melhorar a partir de uma nova consciência e com amor de verdade pelo Brasil.

  





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