domingo, 7 de maio de 2017

9 evidências de vida pós-morte



A apresentação é do médico e cientista norte-americano Jeffrey Long, um dos maiores estudiosos do mundo em EQM (Experiência Quase Morte),  em entrevista exclusiva à APN. “Creio que as evidências são razoavelmente convincentes, para qualquer pessoa razoável, de que existe vida após a morte”, garante. 

Jeffrey Long é um respeitado médico oncologista de Houma, Louisiana EUA, especializado no uso de radiação para tratamento de câncer. Além de sua carreira bem-sucedida na medicina, Long ganhou fama nos EUA e no resto do mundo por causa do trabalho de sua instituição, criada em 1998: a NDERF – Near Death Experience Research Foundation – que em português se traduz como Fundação de Pesquisa de Experiência de Quase Morte.

O site de Jeffrey Long ( http://www.nderf.org/ ) já coletou mais de 4 mil depoimentos de pessoas de todo o mundo que afirmam ter tido uma Experiência de Quase Morte (sigla EQM) que é um conjunto de sensações que ocorrem em caso de paradas cardiorrespiratórias – e de retorno posterior da pessoa – com sensações de flutuar acima do seu corpo físico e visualizá-lo, de viajar através de um túnel de luz branca brilhante e de até se comunicar com pessoas já falecidas.

Nessa incessante busca de provas de vida após a morte, ele se tornou uma referência mundial no assunto e escreveu o best seller “Evidence of the Afterlife: The Science of Near-Death Experiences”, além de ser presença constante na mídia americana, incluindo os programas O’Rielly Factor, NBC today, ABC with Peter Jennings, the Dr. Oz Show, the History Channel, National Geographic, Fox News Houston e até na Academia de Ciências de Nova York. Tudo para provar que a vida continua após a morte do corpo físico.

Em entrevista exclusiva à Agência Porto de Notícias, Jeffrey Long fez um balanço de seu trabalho, que considera um sucesso, e elenca as nove evidências que comprovam as experiências quase-morte como reais. Acompanhe a seguir:

Após mais de 15 anos de depoimentos e importantes pesquisas, o senhor pode concluir que “existe vida após a morte”?
Creio que as evidências são razoavelmente convincentes, para qualquer pessoa razoável, de que existe vida após a morte. Existem muitas outras linhas de fora da minha pesquisa, mas as minhas nove linhas de evidências publicadas anteriormente para a realidade da experiência de quase morte e sua mensagem consistente de uma vida após a morte são:

1) Consciência cristalina: O nível de consciência e estado de alerta durante as experiências de quase-morte (EQM) é geralmente ainda maior do que o experimentado na vida cotidiana, mesmo que as EQM geralmente ocorram quando uma pessoa está inconsciente ou clinicamente morta. Esse alto nível de consciência – enquanto a pessoa está fisicamente inconsciente – é clinicamente inexplicável. Além disso, os elementos das EQM geralmente seguem a mesma ordem consistente e lógica em todas as faixas etárias e em todo o mundo, o que refuta a possibilidade de que as EQM tenham qualquer relação com sonhos ou alucinações.

2) Experiências realistas fora do corpo: As experiências fora do corpo (EFC, ou OBEs em inglês) são um dos elementos mais comuns de EQM. O que as pesquisas mostram sobre eventos terrenos no estado “fora do corpo” é quase sempre realista. Quando a pesquisa EQM, ou outras, procuram mais tarde verificar o que foi observado ou ouvido durante a experiência, as observações de experiência fora do corpo são quase sempre confirmadas como completamente precisas. Mesmo se as observações de saída do corpo físico, durante a EQM, incluíram eventos distantes do recinto e longe de qualquer possível percepção sensorial, as observações de EFC ainda são quase sempre confirmadas como completamente precisas. Este fato por si só exclui a possibilidade de que as experiências de quase morte estejam relacionadas a qualquer funcionamento cerebral conhecido ou consciência sensorial. Isso também refuta a possibilidade de que as EQMs sejam fragmentos irreais de memória do cérebro.

3) Sentidos aumentados: Não são somente relatados sentidos aumentados pela maioria dos que tiveram EQM de visão normal ou supernormal. Têm ocorrido também com aqueles de visão significativamente prejudicada, e até com cegueira diagnosticada. Várias pessoas totalmente cegas desde o nascimento relataram experiências altamente visuais de quase morte. Isso é clinicamente inexplicável.

4) Consciência durante a anestesia: Muitas EQM ocorrem sob anestesia geral – numa época em que qualquer experiência consciente deve ser impossível. Enquanto alguns céticos afirmam que essas EQMs podem ser o resultado de anestesia muito pequena,  ignoram o fato de que algumas EQM resultam de uma superdosagem de anestesia. Além disso, a descrição de uma EQM difere grandemente daquela pessoa que experimenta “consciência anestésica”. O conteúdo das EQMs que ocorrem sob anestesia geral é essencialmente indistinguível das EQMs que não ocorreram sob anestesia geral. Esta é mais uma forte evidência de que as experiências estão ocorrendo completamente e independentemente do funcionamento do cérebro físico.

5) Reprodução perfeita: Avaliações da vida em experiências de quase morte incluem eventos reais que ocorreram anteriormente nas vidas daqueles que têm a experiência, mesmo se os eventos foram esquecidos ou aconteceram antes que eles ficaram velhos o suficiente para lembrar.

6) Reuniões com familiares: Durante uma EQM, as pessoas encontradas geralmente já faleceram e são parentes da pessoa que tem a experiência – às vezes eles são parentes que morreram mesmo antes da pesquisa quase morte ter surgido. Se a EQM fosse apenas um produto de fragmentos de memória, eles quase certamente incluiriam pessoas muito mais vivas, incluindo aquelas com quem a pessoa teria interagido mais recentemente.

7) Experiências das crianças: Há experiências quase-morte de crianças muito novas para terem desenvolvido conceitos de morte, religião ou experiências de quase-morte. E estas são essencialmente idênticas às de crianças mais velhas e de adultos. Isso refuta a possibilidade de que o conteúdo de EQM seja produzido por crenças preexistentes ou condicionamento cultural.

8) Consistência em âmbito mundial: As experiências de quase morte parecem extraordinariamente consistentes em todo o mundo e em muitas religiões e culturas diferentes. As EQM de países não-ocidentais são incrivelmente semelhantes às que ocorrem nas pessoas em países ocidentais.

9) Consequências: É comum que as pessoas experimentem grandes mudanças de vida depois de ter experiências de quase morte. Estes efeitos secundários são muitas vezes poderosos, duradouros, que melhoram a vida, e as mudanças geralmente seguem um padrão consistente. Como as próprias pesquisas EQMs apontam: as experiências de quase-morte são, em uma palavra, reais.

Dentre mais de 4 mil casos coletados em seu site, é possível destacar o caso que mais te impressionou?
Ótima pergunta! Cada experiência de quase morte (EQM) é significativa para mim. Mas talvez a EQM mais impressionante tenha sido a de Vicki Noratuk. Ela nasceu totalmente cega, mas teve uma EQM altamente visual, como pode ser constatada no link: http://ndestories.org/vicki-noratuk/

As pesquisas EQM dependem principalmente de depoimentos das pessoas que passaram pela experiência. Existem outros métodos – como uso de equipamentos analíticos ou laboratórios especiais, por exemplo – que podem provar cientificamente a vida após a morte para as pessoas mais céticas?
Mais uma ótima pergunta! A evidência mais convincente parece ser a de experiência de vida pessoal. Não conheço algum experimento de laboratório que possa reprodutivamente fornecer evidências de vida após a morte. Além das EQMs, existem evidências de vida após a morte das comunicações pós-morte (casos no site adcrf.org), de visões do leito de morte (http://www.oberf.org/dbv.htm) e de experiências espiritualmente transformadoras (http://www.oberf.org/ste.htm ).

Percebi que há muitos depoimentos de brasileiros em seu website – de um país com muitos adeptos do espiritismo kardecista e de outras religiões reencarnacionistas. O senhor acredita que a fé pode encorajar e incentivar as pessoas a reportarem experiências EQM? Mas, por outro lado, esta mesma fé não pode atrapalhar suas pesquisas no sentido de se provar a veracidade de alguns casos?
Crenças religiosas prévias não parecem afetar a probabilidade de se ter uma EQM. O conteúdo de EQM é muito semelhante em todo o mundo, incluindo as EQMs de países não-ocidentais (veja em http://www.nderf.org/NDERF/Research/non_western_ndes.htm ). Igualmente as crianças pequenas de cinco anos ou mais novas têm relatado conteúdos muito similares aos de crianças mais velhas e de adultos. Essas crianças mais novas têm crenças religiosas mal formadas ou ainda ausentes. Finalmente, há ateus que têm EQMs e, quando os relatam, apresentam um conteúdo muito semelhante aos EQMs de não-ateus. Os ateus podem até encontrar Deus durante suas EQMs e, depois, geralmente deixam de ser ateus.

O senhor acredita que a ciência poderá em breve admitir a vida após a morte? O que é mais necessário para se provar isto definitivamente?
Existe um vasto número de cientistas que acreditam em vida após a morte. Dado o fato de que EQMs são apenas de experiências prévias pessoais, isso pode não ser convincente para alguns cientistas. A fundação NDERF tem agora mais de 4000 casos postados e, se isso não é evidência suficiente para algumas pessoas, então não acho que qualquer número de EQMs irá convencê-los.

Alguns cientistas acreditam que um alvo (imagem, palavras, cores em um papel ou tela de computador) pode ser colocado em uma área onde há probabilidade de ocorrência de risco de morte (como a UTI do hospital ou uma sala de cirurgia). Então, quando alguém tem uma EQM, uma experiência fora do corpo (EFC), esperamos que essa pessoa verá o alvo. E se o alvo é visto por uma ou mais pessoas em EQMs, isso seria convincente para muito mais cientistas.


Essas experiências foram feitas no passado e o alvo nunca foi visto – embora em todas as EQMs, quando estavam no estado de EFC, suas atenções nunca foram direcionadas para o alvo. Esses tipos de experimentos-alvos estão em andamento e podem ser vistos em: http://www.hra.nhs.uk/news/research-summaries/aware-ii/

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