Em decorrência da falta de opcionais carnavalescos na cidade, os sobralenses, neste período, se valem da Serra da Meruoca, diga-se de passagem, em maior quantidade depois que inventaram o Meru Folia, form,ando o bloco Mel na Meru. Ano a ano o movimento cresce e comprova que as ofertas culturais de Sobral minguam, confirmando a indisposição da gestão municipal em pulverizar os movimentos culturais, que nos recentes anos ficaram no banco de reserva. O sobralense é um eterno conformado. Todo o pouco o satisfaz. Ele não cobra direitos, ele não se impõe às injustiças ou incompetências, não ousa exigir respeito... Enfim, ele tem a cara dos demais brasileiros que se escondem nas alcovas para fazer ecoar o grito de revolta. Ainda sobre o carnaval da Meruoca, muitos dos que subiram com expectativas desceram com frustração, reclamando do engarrafamento, dos agentes de trânsito perturbando mais que mosquito em fundo de cachorro, e com a conclusão de que o movimento da serra cresce, porém não se organiza. Não é legal se fazer movimentos que impeçam o direito de ir e vir do cidadão. Não se pode obstruir vias públicas a não ser que elas estejam oferecendo risco. Imaginemos um cidadão numa festa dessas passar mal e precisar ser levado a um hospital.... Será que ele conseguirá? Muitas outras situações podem ocorrer num momento assim, no entanto, o que se vê do lado das autoridades é mais o interesse em se locupletar com multas de trânsito do que com sua organização.
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Silveira Rocha
Jornalista profissional, cronista, editorialista, produtor de campanhas políticas, empresariais, ambientais e culturais. Atua no jornalismo desde 1986. E-mail: roccha2010@hotmail.com - Telefones: (88) 99941-2617 ou WhatsApp 99636-6616. Canais da Internet: silveiraroccha.blogspot.com - Facebook (Silveira Rocha).
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