quarta-feira, 23 de novembro de 2016

Conversando com mãe Dilma



Olá mãe Dilma, como vai a senhora? E esse coração cheio de amor, continua valente? Que nada. Deixe de maledicência. Pior é a vida do Cabral, que está no Bangu sem mulher, sem dinheiro, só cantando o “José” do Drummond de Andrade e chorando.
Mãe, a senhora se lembra do Arialdo Pinho? Sim, exatamente ele, que se envolveu no caso dos empréstimos fraudulentos feitos a servidores do Ceará... Isso, isso, isso. Pois num é que o Cid está empurrando o homemde volta na Casa Civil do Camilo. Onde já se viu uma coisa dessas? Eu nem sei o que dizer. Se for de conversar besteira é minhoca lá, né mãe? Ai dentro! kkkkkkkkkkkkkk. Desculpe. Foi mal.
Ave! Deixe desse negócio de comprar fiado, mulher. Lembre-se que o seu cartão corporativo ficou com o Temer. Falando em promoção, a senhora sabia que na Prefeitura de Sobral vai ter Black Friday? Mentira uma ova. Vai ter sim, e o desconto é de 30% no salário dos comissionados. Tadinhos deles mãe vão ficar sem peru no Natal. Vai ter que ser na base da sardinha com ovo. Arre égua mãe.
A senhora, por favor, não diga que fui eu, senão eu nego tudo. Sim, aprendi com o padrinho mesmo. Falando nele, por que será que ele parou de fazer suas palestras? Verdade mãe, a crise está horrível, ao ponto das pessoas no Nordeste comerem o assa ai. Que fruto do pará que nada, mãe. É um ratão do mato, que o marido chega, joga em cima da mesa e diz para a mulher: assa ai. Èta nós mãe.
Vou desligar, pois os créditos estão acabando. Amanhã deverei ligar a cobrar. Beijo mãe Dilma, até.

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