terça-feira, 5 de abril de 2016

Bricando de leis



O Brasil tem uma Constituição com tantas leis, ramificações e costuras, que mesmo os juristas das mais altas cortes chegam a ficar surpresos com as saídas que os advogados encontram para acusar ou defender pessoas e instituições.

Chega a ser estranha a quebra de braço entre os ministros do STF, que têm uma lei de dia e outra de noite, que mudam de opinião mais que o camaleão muda de cor. E ai vem a pergunta: porque essas leis são tão flexíveis ao ponto das ações que nelas se baseiam chegarem a ser ridículas?

Não fosse esse emaranhado de leis, essa briga de documentos, essas interpretações com intenções escabrosas, essa dúvida cruel quanto a quem tem razão e a quem tem poder, certamente não estaríamos nessa confusão sem fim; o Brasil não estaria sendo visto como pais escandaloso e a ingovernabilidade não existiria.

Vendo que ministros do STF se surpreendem com as ações de companheiros, alegando desconhecimento de leis, concluímos que os ministros do Supremo ainda estão na fase de aprendizado e que não justifica serem indicados por favoritismo político. Melhor seria pelo âmbito da competência posta à prova.  

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