sexta-feira, 13 de novembro de 2015

Cartilha do PT dissemina ódio contra a Justiça



O comando nacional do PT produziu uma cartilha em que ataca o juiz Sergio Moro, o ministro do STF Gilmar Mendes, procuradores federais, delegados federais e, claro, a imprensa (uma das culpadas de sempre). O partido alega que está em curso uma grande articulação para cassar o registro do partido. Faltou coroar o documento com uma frase definitiva: o PT está sendo martirizado.

Em seu sentido laico, o martírio denota aquele que se sacrifica por nobres ideais. Parece ser exatamente o sentido da narrativa que o PT começou a estabelecer para si. Em vez de autocríticas e revisões comportamentais, a vitimização é o lugar que a sigla resolveu buscar para enfrentar o rio de lama que ameaça a própria existência do partido.

Na cartilha, ao abordar o que denomina de “vícios da Lava Jato”, o PT cita a “condenação sem provas do companheiro João Vaccari Neto”. Pronto. Agora já há um mártir que cede a própria liberdade por um ideal. Vaccari foi condenado a 15 anos em um dos processos da Operação. O tesoureiro ainda é réu em outros dois. No entanto, há outras instâncias do Judiciário que certamente serão mobilizadas.

Por essa leitura, o juiz Sérgio Moro, que é citado 19 vezes no documento, age com objetivos políticos e condena cidadãos inocentes ao arrepio da lei. Bom, se Vaccari é um mártir inocente, pode-se entender que todos os outros condenados também o são. Afinal, a viciada Lava Jato não passa de um movimento para pegar o PT. Certo?

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