sexta-feira, 12 de junho de 2015

Poligamia é cada vez mais popular nos Estados Unidos





Um homem e seu harém. Nos EUA, a ideia não é tão absurda quanto parece. Enquanto em 2001 apenas 7% dos americanos viam a prática da poligamia como algo “moralmente aceitável”, agora 16% considera que é favorável, de acordo com uma pesquisa feita pelo instituto Gallup.

Apesar de o percentual ainda dizer respeito a uma minoria, há de se considerar que, entre os 19 “tabus” abordados pelo estudo, a questão da poligamia foi a que experimentou a maior mudança no sentido de aceitação. Em seguida, vêm as relações homossexuais, ter uma criança fora do casamento, divórcio e pesquisas médicas em células-tronco obtidas de embriões humanos. Atualmente, nos EUA, é ainda mais aceitável ser polígamo do que manter casos extraconjugais (que apenas 8% dos americanos consideram moralmente permissível).

A cultura pop pode ter contribuído para democratizar a poligamia, que virou tema da série “Big Love”, da HBO, e de dois reality shows, “My Five Wives” e “Sister Wives”. Mas, segundo o jornal francês “Figaro”, há quem atribua esse desenvolvimento a “uma visão libertária, um laissez-faire dos jovens americanos em relação a sexo, casamento e vida familiar” enquanto outros veem um “colapso de valores” ou uma consequência do lobby LGBT.

A origem desta mudança, no entanto, pode ser mais complexa porque a prática polígama tem várias influências, diz Samantha Allen, jornalista do site “Daily Beast”. Segundo ela, os polígamos nos EUA estariam entre 50 e 100 mil pessoas, a maioria mórmons fundamentalistas e muçulmanos, sendo que a maioria é polígama (um homem com várias mulheres) e não poliândrico (uma mulher com vários homens).

Alguns observadores já preveem a legalização – ela será reconhecida “em 2040, em meio à indiferença geral”, disse o colunista Ross Douthat, em um artigo do New York Times -, mas ainda há um caminho a ser percorrido. Até porque a prática continua muito associada a problemas como violência doméstica, crimes, doenças mentais e estupro. Há, portanto, pouco risco de ver tão cedo uma multiplicação de famílias com um homem e várias mulheres – e vice-versa – que vivem sob o mesmo teto.

Fonte: O Globo

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