sexta-feira, 12 de junho de 2015

Família de vítima no caso Ônibus 174 aguarda indenização após 15 anos




Quinze anos após a morte da cearense Geísa Gonçalves, refém de Sandro Nascimento no caso que ficou conhecido como "Sequestro do Ônibus 174", no Rio de Janeiro, a família da vítima ainda aguarda receber o valor da indenização que ganhou na Justiça. Geísa morreu com tiro disparado acidentalmente por um policial e três tiros do sequestrador.

A família de Geísa entrou com ação na Justiça uma semana após o crime reivindicando indenização do Governo do Rio de Janeiro, alegando falha da Polícia Militar, e venceu a causa. O advogado da família, Delano Cruz, relata lentidão por parte do governo, condenado a pagar um valor de R$ 50 mil e uma pensão mensal vitalícia.

“É um processo que já se arrasta desde 2000, estamos completando 15 anos e ainda não houve a efetividade por parte do governo do Rio de Janeiro para efetuar o processo desse pagamento”, diz o advogado. Um outro refém que havia sido confundido com um comparsa pelos policiais também venceu na Justiça o direito de receber uma indenização de R$ 50 mil.

O Governo do Estado do Rio de Janeiro afirma que o processo está arquivado e só vai ter continuidade quando o advogado pedir na Justiça a execução da decisão do juiz.

Sequestro do ônibus

O sequestro durou cinco horas. Sandro Nascimento chegou a colocar a arma na boca de Geísa e a forçou a escrever mensagens na janela do ônibus com batom. “Ele é louco. Vai matar geral”, dizia uma das mensagens.

Sandro Nascimento deixou o ônibus com Geísa como refém e, no momento em que um policial avançou sobre eles, disparou acidentalmente contra a refém, acertando a cabeça dela. Ela sofreu ainda outros três tiros disparados por Sandro.

O sequestrador foi preso e asfixiado no carro da polícia a caminho da delegacia. Os policiais foram julgados por homicídios e absolvidos. O policial que efetuou o disparo acidental contra Geísa não faz mais parte da corporação.

A delegada que investigou o caso é atualmente deputada estadual. “Foi um caso divisor de águas, porque foi a primeira vez que a atividade policial foi mostrada em tempo real”, diz a deputada Martha Rocha.

Atualmente, uma escola em Fortaleza recebe o nome de Geísa Gonçalvez, em homenagem à vítima.

Do G1 CE

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