segunda-feira, 19 de dezembro de 2016

Como garantir uma aposentadoria tranquila


Para complementar o valor concedido pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), ou a própria aposentadoria existem algumas alternativas de investimento. Entre elas, a previdência privada que ainda é considerada cara e pouco rentável, mas muito procurada pelos brasileiros. Especialistas explicam como ela funciona e dão dicas para fazer a escolha certa.
O economista José Maria Porto observa que quanto mais cedo se começar a investir em previdência privada melhor. Isso porque maior será o valor futuro para a aposentadoria pela capitalização dos valores e menor será o investimento mensal, já que se tem um prazo maior para o acúmulo de reserva financeira. “Isso não quer dizer que pessoas acima dos 40 anos de idade não pensem em Previdência, até mesmo porque hoje com o aumento da expectativa de vida e a dificuldade de aposentar-se pelo INSS, é fundamental que se tenha uma renda extra oriunda de juros (aplicações financeiras), dividendos (no caso de ações) ou alugueis de imóveis”, completa.
José Maria recomenda investir no mínimo 10% do salário. E esse valor deve ser aplicado todo mês na previdência ou qualquer outra aplicação que lhe garanta um futuro financeiro mais tranquilo. “Mas quanto maior for o aporte mensal ,maior será o acúmulo da reserva futura”, destaca.

Para fazer o cálculo e a simulação do valor e tempo que devem investir é só acessar no site do seu banco, ou outra instituição, as informações sobre previdência privada. O simulador on line vai ajudar a planejar o quanto vai investir.

Adicional
A especialista em previdência privada e sócia proprietária da empresa Valor Vida Soluções, Salete Cristina Carlos, defende que a pessoa invista um valor que seja suficiente para complementar a renda na aposentadoria. “Ou seja, se você contribui para o INSS um valor que lhe garantirá uma aposentadoria no teto, que está em torno de R$ 5 mil, mas quer ter uma renda de R$ 10 mil, terá que contribuir com um montante que lhe garanta este valor adicional”, explica. 

Adianta que este cálculo deverá ser realizado em função da quantidade de anos que falta para a aposentadoria.
José Maria lembra que quanto maior a idade, mais conservador deve ser o investimento, a composição da carteira do fundo, principalmente quando se fala em investir em ações.

Salete Cristina diz que se a pessoa já não está no auge da sua vida produtiva, não deve investir em ativos de risco, que são os investimentos em renda variável (ações). Lembra que se sofrer perdas acentuadas a aplicação de um pessoa de 50 anos ou mais, não tem a mesma capacidade de gerar renda e repor o capital. Ela aconselha optar por investimentos em renda fixa, mais conservadores como Certificado de Depósito (CDB), Letra de Crédito Imobiliário (LCI), Letra de Crédito do Agronegócio (LCA), Letras de Câmbio (LC), etc, ou fundos de investimento conservadores. “Essas aplicações irão garantir uma boa rentabilidade, sem risco de ter redução no patrimônio”, comenta.
O economista Gilberto Barbosa avalia que o investidor deve começar a poupar o mais cedo possível, porque quanto mais velho ficar, menos prudente é assumir riscos em busca de retornos superiores. “Assim, não há data limite para começar a poupar, mas se o investidor poupar muito tarde não deve esperar acumular um patrimônio relevante”, afirma.

Gilberto explica que o valor da renda mensal que deve ser investido depende do padrão de vida que o indivíduo deseja levar na aposentadoria. “Juntamente com um assessor de investimentos, o investidor pode montar uma carteira de investimento complementar à previdência social para, pelo menos, manter o mesmo padrão de vida que tem hoje”, analisa.

Números
65 anos é a idade mínima que o governo propõe para aposentadoria
5.189 reais é o teto máximo pago hoje pelo INSS.

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