sexta-feira, 25 de novembro de 2016

Black Fraude


Por Claudio Teran
   


Um cidadão comum não compra imóvel próprio. Estou falando dos que ganham mal e não tem como poupar. A maioria.

Essa gente pode adquirir um carro, sem entrada (e juros cruéis) em até 5 anos ou mais. Paga duas vezes pelo bem, e leva.


Mas não tem como comprar a sonhada casa própria sem entrada; sem juros e pelo valor que realmente vale porque o Sistema Financeiro de Habitação não cobre.



Nunca cobriu. Desde a ditadura é do mesmo jeito. Os heróis que conseguem o financiamento recebem 80% do valor. E essa quantia é calculada pelo que a Caixa acha que o imóvel vale, ou seja, abaixo do preço real.


Sem saída, morre-se no aluguel. Mutuário ou locatário, a vida é sem privilégios.

É um mundo diferente de onde vive o ministro Geddel. Além de ter muita grana para comprar na planta e à vista um apartamento de luxo (2,6 milhões) em área ilegal o cara tem poder para agir caso alguma coisa de errado com o negócio.

É um sujeito com força para pedir ajuda ao Presidente da República, que prontamente para seus afazeres para ajudar seu ministro e amigo a fazer o negócio do AP andar.


Incrível, não!? É sui generis o Brasil.


Aqui não é o cachorro que balança o rabo. O rabo é que balança o cachorro e nós vivemos em Black Friday eterna.


Black fraude...

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