quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

Lava Jato: Um novo acordo de delação premiada



O empresário Shinko Nakandakari, investigado na Operação Lava Jato sob suspeita de intermediar o repasse de propina de empreiteiras em obras da Petrobras, fechou um acordo de delação premiada com procuradores que atuam no caso.
É o 13º suspeito que decide colaborar com a investigação, revelando o que sabe sobre os subornos, em troca de uma pena menor -o princípio básico dos acordos de delação.

Ele é suspeito de ter intermediado R$ 57,7 milhões em propina, em valores atualizados, segundo outro delator da Lava Jato, o ex-gerente da Petrobras Pedro Barusco.
A participação de Shinko no esquema de desvios e subornos da Petrobras foi apontado por um alto executivo da Galvão Engenharia, Erton Fonseca, que disse ter pago R$ 5 milhões a ele.

Ainda segundo o executivo, que preside a divisão industrial da Galvão, o valor foi pedido por Pedro Barusco, que era gerente da diretoria de Serviços da Petrobras, ocupada à época por Renato Duque. Shinko desempenharia um papel similar ao do doleiro Alberto Youssef no repasse de suborno.
Os advogados da Galvão Engenharia, liderados por José Luis de Oliveira Lima, defendem que a empresa foi vítima de extorsão de funcionários da Petrobras. Se a empresa não pagasse os valores pedidos, segundo Oliveira Lima, estava fora das obras da Petrobras.(das agências)

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