sexta-feira, 4 de julho de 2014

Pacientes com câncer estão deixando de ter tratamento para doenças cardiovasculares no tempo certo




Somente um terço das pacientes em tratamento de câncer de mama com sintomas de doenças cardiovasculares procuram assistência nos primeiros noventa dias do início do quadro. Pesquisadores americanos preocupados com essa estatística têm alertado a população.

Uma parte dos protocolos usados no tratamento do câncer de mama são conhecidos por aumentar o risco de cardiomiopatia e insuficiência cardíaca. Jersey Chen e colegas iniciaram uma pesquisa para saber se pacientes em tratamento com antraciclina e trastuzumabe, receberam suporte para doenças cardiovasculares provocadas pelas drogas citadas. Para esse estudo, os pesquisadores identificaram 1.028 mulheres com idade superior a 65 anos acompanhadas. No The Surveillance e SEER-Medicare database, os dados são os seguintes: idade média das pacientes de 73,1 anos, com estágio de câncer de mama de 1 a 3, e que desenvolveram cardiomiopatia ou insuficiência cardíaca durante três anos do início da terapia. Dessas mulheres, 71% foram tratadas com antraciclina, 17% receberam trastuzumabe isoladamente e 12% receberam os dois.

E somente 34% dessas mulheres foram avaliadas pelos cardiologistas nos 90 dias iniciais do diagnóstico de doença  cardíaca. As que foram avaliadas usaram, com maior frequência, inibidores da conversão da angiotensina ou bloqueadores dos receptores da angiotensina(69% vs 44%, p=0,039), e Beta bloqueadores especificamente indicados para insuficiência cardíaca(40% vs 24% p=0,026). Dessa maneira, as mulheres que procuram o cardiologista sobrevivem mais, no período de 1 ano,  do que as que não procuram(91% vs 79%, p=0,001).

Esses dados foram apresentados recentemente no American Heart Association’s Quality of Care and Outcomes Research 2014 Scientific Sessions in Baltimore.
Sally Greenbrook, do Breakthrough Breast Cancer (London, UK), disse: “Alguns tratamentos para o câncer de mama têm impacto na função cardíaca. Daí a importância de se avaliar as pacientes antes e durante o tratamento, garantindo um tratamento rápido e eficaz. Isso é particularmente importante para pacientes com mais idade, em geral com problemas clínicos adicionais”.

Dessa maneira é importante que as mulheres saibam dessas complicações e procurem acompanhamento precoce com um cardiologista, caso tenha feito um diagnóstico de câncer de mam
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